Moradia OP

      Num terreno de declive acentuado, surge um volume com uma pele maciça e com vários segmentos divididos, acompanhando a fluidez do lugar e criando uma barreira da sua envolvente. A fragmentação do volume único permite criar espaços intersticiais, criando fortes conexões entre o interior e exterior. Cada espaço interior é único com a relação directa que tem com o exterior. Os corpos balançados e os vazios criados, permitem criar uma mutação constante de luz e sombra no seu interior, providenciando dinamismo e plasticidade.
      O edifício apresenta uma clara diferenciação dos espaços individuais. Na mesma cota da rua, acede-se ao piso social. Neste piso, central, é criada a sensação de ponto medular, transformando o espaço num lugar de pertença, união e partilha. Nos pisos inferiores encontram-se os espaços de lazer e de apoio técnico, enquanto que no piso superior, de cariz privado e elevado, encontram-se os quartos.
      O espaço exterior que envolve a construção e a une com a topografia marcante, possui diversos pontos de pausa e espaços de vivência distintos. A piscina acaba por se tornar num espaço distinto, unindo o espaço interior e o espaço exterior. Providenciando uma imersão de conceito, o volume único da piscina, desprende-se, pontualmente, entre os dois espaços.
      A fachada é composta por uma malha de paineis de pedra, representando uma escala marcante na comunidade. Gestos aparentemente simples, transformam um monolítico arquitectónico num foco de sensibilidades humanas, encontrando formas de providenciar aos seus habitantes uma vivência serena e contemplativa da envolvente.

  • Localização

    Armação de Pêra, Portugal

  • Área

    500.70 m2

  • Serviços

    Arquitectura, Arquitectura Paisagista, Engenharia, Gestão de Obra