Moradia AF

      O Homem está numa busca contínua do poder de controlar o ambiente natural. Contudo, de modo a retornar às raízes humanas, procura-se enaltecer a sensibilidade do Homem como parte integrante da Natureza, criando assim um fenómeno orgânico de harmonia entre ambas as partes.
      Esta habitação segue o mesmo conceito e é formado um volume que acompanha o fluxo energético da envolvente. Este volume maciço eleva-se do solo como uma peça única que se vai adaptando aos fluxos e que condicionam e transformam a sua forma. Resulta assim num conjunto de intersecções que proporcionam pontos de pausa, como os pátios. O sistema de cheios e vazios refletem a vivência da sua envolvente.
      O uso do revestimento exterior em pedra, reflecte a ideologia da pertença ao solo, criando assim uma sensação de pertença e de simbiose. Os grandes vãos e os vazios criados acompanham o fluxo presente. Enquanto que o seu exterior apresenta um sentido austero e ancorado, quase como um forte, o seu interior é amplo e fluído. Os grandes vãos permitem usufruir ao máximo da luminosidade bem como garantem um bom funcionamento energético no seu interior. Neste sentido, toda a estrutura foi pensada de modo a que a alteração térmica no seu interior seja mantida constante, mesmo durante os períodos de grande oscilação de temperatura.
      Os espaços exteriores abraçam todo o volume habitável, tornando-os assim num só. O exterior proporciona o sentido de refúgio e isolamento do meio urbano no qual se encontra.

  • Localização

    Bridel, Luxemburgo

  • Área

    483.40 m2

  • Serviços

    Arquitectura, Arquitectura Paisagísta, Engenharia